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  • Júlia Lorenzon

Como deve ser a dieta de quem tem esteatose hepática?



A esteatose hepática não alcoólica (fígado gorduroso) é uma doença que se caracteriza pelo acúmulo de gordura nos hepatócitos - as células do fígado - combinado com fibrose (em graus variados) e inflamação. O acúmulo de gordura se dá por alterações no metabolismo dos triglicerídeos e do açúcar no sangue.

É uma doença silenciosa, por isso muitas pessoas podem estar acometidas sem saber, e que se não tratada, tende a evoluir ao longo dos anos para esteatoepatite e, consequentemente, para formas mais graves, como fibrose e câncer de fígado.

O diagnóstico da doença envolve história clínica, sinais clínicos, avaliação corporal (estatura, peso, circunferências...), exames de sangue e de imagem e deve ser feito por um médico especialista.

Os principais fatores de risco para a doença são: obesidade, obesidade central (circunferência da cintura ≥ 94 cm para homens e ≥ 80 cm para mulheres), diabetes, pressão alta e colesterol/triglicerídeos elevado. Quando presentes, estes fatores devem ser tratados via mudança no estilo de vida (sono de qualidade, exercícios físicos regulares, dieta saudável e manejo das emoções) e, se houver indicação médica, uso de medicamentos.


Abaixo, orientações sobre como deve ser a dieta de quem tem esteatose:

  • Na presença de obesidade e/ou obesidade central e/ou sobrepeso, a dieta deve ser hipocalórica, isto é, com déficit calórico (ingestão de calorias menor que as necessidades), visando o emagrecimento (redução de gordura corporal);

  • A hidratação é fundamental, sempre com água. Bebidas calóricas, como sucos e refrigerantes são contraindicados (exceção: limonada sem açúcar);

  • A ingestão adequada de proteínas ao longo do dia é favorável, visto que fornece saciedade e favorece a preservação/aumento de massa muscular. Alimentos como carnes magras, ovos, queijos magros, leguminosas e tofu devem estar presentes diariamente;

  • Alimentos que contêm xarope de glicose, xarope de frutose, glucose, xarope de milho... devem ser excluídos. Isto exige leitura de rótulos! Sorvetes, chocolates, biscoitos recheados, molhos para salada industrializados são exemplos de alimentos que contêm estes ingredientes;

  • Farinhas refinadas (massas, pães, bolos e produtos de panificação), sobremesas (pudim, tortas...) e guloseimas (rapadura, cocada...) devem ser evitadas, visto que promovem aumentos bruscos nos níveis de açúcar no sangue, o que não é desejável;

  • Alimentos saudáveis e fonte de carboidratos, como batatas, aipim e frutas, de forma geral, não são proibidos, mas devem ser inseridos na dieta em quantidade controlada <e este é um, dentre muitos motivos, da necessidade de uma consulta nutricional para tratamento da esteatose>;

  • Verduras e legumes devem fazer parte da rotina alimentar, em ao menos 2 refeições do dia, pois as fibras e os antioxidantes auxiliam no melhor funcionamento do intestino e na melhora dos níveis de colesterol, triglicerídeos e açúcar no sangue;



  • Temperos naturais, como ervas (salsinha, cebolinha, orégano...) e especiarias (pimentas, pápricas...) são muito bem-vindos, pelas funções antioxidantes e antiinflamatórias. Chás (como chá verde, de hibisco e gengibre, por exemplo) na quantidade de 2-3 xícaras/dia também são interessantes;

  • Oleaginosas (nozes, castanhas...), sementes (gergelim, girassol...), abacate, azeite de oliva e peixes gordurosos (salmão, atum...) são bem-vindos pela presença de boas gorduras e pela característica antiinflamatória;

  • Bebidas alcoólicas devem ser evitadas. Pessoas que gostam muito e fazem questão do consumo, devem obter uma orientação individualizada de um nutricionista;

  • O sono deve ser de +-8h/noite, a prática de exercícios físicos deve ser de - no mínimo - 150 minutos/semana e o melhor manejo do estresse e da ansiedade precisa ser um objetivo.


Espero ter ajudado! :)


Com carinho,


Nutri Júlia Lorenzon




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